Between lemons and walls


There is a new aesthetics of violence being built and consolidated. 

War has abandoned the public space of the streets and has crept surreptitiously into home. The walls are not enough to guarantee the division line between what is inside and outside. That is to say, the idea of a shelter, a refuge, has become a banned word in Palestine. While ethnic bioweapons may be dangerously being considered as a valid strategy in the worldwide warfare, methods are right now employed in Palestine to implode the frontiers between household space and street. One can raid an orchard of trees. One can walk through walls.


Whole families may be identified in the privacy of their living room, silently surveilled and finally targeted by means of ultrasonic equipments. The heat, clear signal of living, is also the whistleblower. Breathing is the new sin, the path to damnation.

I cannot avoid remembering a famous statement by Edward Said when mentioning a plum loading being left to rot in Gaza: "they want to kill us as cockroaches".

Everybody should read the paper written by Eyal Weizman in which he courageously reveals the techniques (and, why not say, the philosophy) applied by Israeli Army when raiding Palestian territory. Changing the scenery of the war is the new procedure. The unbelievable war scenery is now the private space of the Palestinian houses: the roofs and the walls.

Let us pay attention to the Aviv Kochavi's words during an interview to Eyal Weizman:

 “This is why that we opted for the methodology of walking through walls. […] Like a worm that eats its way forward, emerging at points and then disappearing. We were thus moving from the interior of homes to their exterior in a surprising manner and in places we were not expected, arriving from behind and hitting the enemy that awaited us behind a corner. […] I said to my troops, “Friends! This is not a matter of your choice! There is no other way of moving! If until now you were used to move along roads and sidewalks, forget it! From now on we all walk through walls!” (go to the link)

There is something else that Weizman's papers teach us. They make us think that some  interesting readings, concepts and authors may be harmfully distorted. At this time, Deleuze was the choice.

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I heartily recommend the following readings:

Weizman, Eyal. Guerra Urbana: Passar através das paredes. 
Weizman, Eyal. Walking through Walls. Available at http://eipcp.net/transversal/0507/weizman/en

The current project carried out by Weizman is relative to the aesthetic of Forensic Architecture. The project can be viewed at: http://www.forensic-architecture.org/project/ 

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Photo: http://3.bp.blogspot.com/-mGXX1FVB3us/T4tdV5xOXdI/AAAAAAAAAgY/BQ9CyMFUSF4/s1600/lemon_tree_2008_g.jpg

Comentários

  1. Olá professora, tudo bem? Sei que aqui não é o lugar certo pra fazer a minha pergunta, mas me entenda: acabei de assistir uma palestra sua que estava num canal que não é o seu. A palestra sobre consumo, do café filosófico que estava no canal do espaço ética. Adorei! Mas com medo de não ser "ouvido" por você ao fazer um comentário por lá, cliquei no link e vim aqui fazer a pergunta sobre o vídeo... (afe, que rodeio!!)

    Então aqui vai minha pergunta sobre o vídeo do consumo (e pergunta que deixei la nas respostas do vídeo):
    talvez minha pergunta não esteja a altura do discurso, mas eu adoraria poder ouvir de você uma resposta sobre o assunto ou poder colocar um ponto novo que não foi mencionado na palestra: Eu sou Ilustrador. Ganho minha vida fazendo desenhos (desenhos para cartões de casamento e/ou desenho para embalagem de produto). Passamos para "desenho de cartão de casamento" para tentar envolver menos intermediários. Claro que tem uma criança sendo chicotada na mina de grafita para que eu tenha o meu lápis grafite. mas esse é o menor de todos os valores que acabam sendo colocados no preço do meu desenho. Não é a quantidade de materiais e produtos que entram na conta para se determinar o preço do meu trabalho, assim como não são as horas de produção que geram esse valor. O meu produto é intelectual. Eu estudei anos da minha vida para que em 10 minutos eu fizesse um desenho.
    Durante toda a palestra você comentou dos sistemas e de como consumimos até idéias, mas a palestra foi focada em como consumimos produtos físicos.
    A minha pergunta (ou apenas querer ouvir alguma coisa sobre) é a relação do dinheiro físico (que saiu de algum lugar) comprando um produto que nada mais é que uma ideia. Quando compram um desenho não querem o papel. O papel e o grafite valem menos de 1 real, de modo que chego a cobrar (e preciso cobrar) até 300 reais por uma caricatura.
    Da mesma forma arquitetos ou engenheiros não tem um produto físico pra vender, no entanto o dinheiro, que saiu de algum lugar, comprou uma ideia. Então o que eu queria é poder ter algum para ler e conhecer mais sobre o fato de que cada vez mais pessoas compram coisas invisíveis e como isso afeta o todo.
    Como disse, sou um mero ilustrador. fico com medo até de ter me expressado mal na minha questão. Mas o ponto é esse: e cadê o discurso sobre a compra de ideias? Adoraria saber mais sobre o assunto já que eu vendo ideias. ;)
    Abraços
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